"Chumbá-los (aos alunos) seria a maneira mais fácil de resolver o problema. (...) Ficam numa espécie de limbo que depois prejudica muitíssimo os nossos resultados".
a) Se chumbar os alunos é a maneira mais fácil, então passá-los a todos (pronto, quase todos) é...o quê?
b) Deus nos livre que os chumbos dos alunos prejudiquem os "nossos resultados".
c) Além disso, senhora "menistra", o Papa já explicou que o limbo não existe, e, mesmo que existisse, seria para as criancinhas inocentes...e olhando para os alunos que têm representado mediaticamente essa nova geração, não me parece que vossemessê tenha clientela dessa.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Revista de Imprensa (ou: estes italianos são loucos)
AO, hoje, pp 14:
"Cidadão italiano, na situação de reforma e residente nos Açores, vai recorrer à justiça da União Europeia por forma a que se ponha um ponto final nos efeitos negativos do trânsito de gado, uma prática há muito extinta na Europa, designadamente em países como França, Alemanha e Inglaterra."
O que se seguirá, pergunto eu? O fim das filarmónicas? Do folclore? Dos bordados e das rendas? Das colchas de tear? De quanto mais das nossas tradições teremos que abdicar em prol da UE?
"Cidadão italiano, na situação de reforma e residente nos Açores, vai recorrer à justiça da União Europeia por forma a que se ponha um ponto final nos efeitos negativos do trânsito de gado, uma prática há muito extinta na Europa, designadamente em países como França, Alemanha e Inglaterra."
O que se seguirá, pergunto eu? O fim das filarmónicas? Do folclore? Dos bordados e das rendas? Das colchas de tear? De quanto mais das nossas tradições teremos que abdicar em prol da UE?
Na Era em que o telefone já é obsoleto...
TRIM; TRIM
- Tou?
- É do banco?
- É.
- Preciso de uma segunda via do papel do seguro de vida...é para o IRS.
- Tem que vir cá pessoalmente...pede o papel e leva já de vez consigo.
Shit, pensei eu. Pensei que pedia por telefone e eles enviavam para casa. Mas, como é uma segunda via, faz sentido que eu tenha que ir ao banco, para me identificar e assinar um documento com o pedido.
Fui ao banco.
Esperei 15 minutos na fila.
Chegou a minha vez.
Fiz o meu pedido.
Não me foi pedida identificação.
Não assinei papel nunhum.
Não trouxe o documento porque "será enviado para sua casa".
Alguém me explica o que é que tive que ir lá fazer?
- Tou?
- É do banco?
- É.
- Preciso de uma segunda via do papel do seguro de vida...é para o IRS.
- Tem que vir cá pessoalmente...pede o papel e leva já de vez consigo.
Shit, pensei eu. Pensei que pedia por telefone e eles enviavam para casa. Mas, como é uma segunda via, faz sentido que eu tenha que ir ao banco, para me identificar e assinar um documento com o pedido.
Fui ao banco.
Esperei 15 minutos na fila.
Chegou a minha vez.
Fiz o meu pedido.
Não me foi pedida identificação.
Não assinei papel nunhum.
Não trouxe o documento porque "será enviado para sua casa".
Alguém me explica o que é que tive que ir lá fazer?
quarta-feira, 16 de abril de 2008
A propósito da "liberalização" do divórcio
Eu nunca me casei nem me divorciei.
Talvez por isso mesmo seja a pessoa ideal para opinar sobre isto: tenho a cabeça cheia de ideiais que compreendem um "felizes para sempre" e "até que a morte nos separe" embora hesite em questões de obediência e afins.
E agora vem o estado (com letra pequena por uma questão de despeito) dizer que ninguém pode estar casado contra a sua vontade.
Ora, se os meus ideiais românticos forem destruídos por um qualquer cabrão que me queira ficar com a fortuna (imaginemos que eu tinha uma); ou que me dê uns tabefes (sem eu pedir); ou que arranje alguma badalhoca mais jeitosa (imginemos que isso existia)...então, meus caros amigo...eu sentir-me-ia (esta foi muito bem conjugada) no pleno direito de continuar casada com ele pelo menos mais uma década para conseguir a liberdade necessária para lhe transformar a vida num verdadeiro inferno.
Talvez por isso mesmo seja a pessoa ideal para opinar sobre isto: tenho a cabeça cheia de ideiais que compreendem um "felizes para sempre" e "até que a morte nos separe" embora hesite em questões de obediência e afins.
E agora vem o estado (com letra pequena por uma questão de despeito) dizer que ninguém pode estar casado contra a sua vontade.
Ora, se os meus ideiais românticos forem destruídos por um qualquer cabrão que me queira ficar com a fortuna (imaginemos que eu tinha uma); ou que me dê uns tabefes (sem eu pedir); ou que arranje alguma badalhoca mais jeitosa (imginemos que isso existia)...então, meus caros amigo...eu sentir-me-ia (esta foi muito bem conjugada) no pleno direito de continuar casada com ele pelo menos mais uma década para conseguir a liberdade necessária para lhe transformar a vida num verdadeiro inferno.
Eu é que escolho!
A partir do próximo sábado tenho mais um afilhado.
Conforme manda tradição, a mãe da criança foi há dias escolher a roupinha para o rapaz vestir no baptizado e a seguir telefonou-me a contar como tinham corrido as coisas na loja:
- Estava tão indecisa entre dois fatinhos tão lindos...decidi vesti-los ao bebé para ver qual lhe ficava melhor. Mal acabei de lhe vestir o primeiro, ele vomitou-lhe em cima e pronto, ficou escolhido..."
Conforme manda tradição, a mãe da criança foi há dias escolher a roupinha para o rapaz vestir no baptizado e a seguir telefonou-me a contar como tinham corrido as coisas na loja:
- Estava tão indecisa entre dois fatinhos tão lindos...decidi vesti-los ao bebé para ver qual lhe ficava melhor. Mal acabei de lhe vestir o primeiro, ele vomitou-lhe em cima e pronto, ficou escolhido..."
terça-feira, 15 de abril de 2008
Os Bilhetes
Isto de ter bilhetes para oferecer para o evento X ou W é muito giro - acham os ouvintes.
Tem as suas vantagens, admito: ao menos conseguimos ter a certeza que estava alguém a ouvir.
Mas os cravas...ai os cravas...uma seca, os cravas...
Os cravas são os colegas.
Começam com um sorriso simpático pela manhã...um "bom dia como estás?" aparentemente insuspeito mas que, por qualquer motivo, está fora de tom...e de repentes, pensas tu: "é a primeira vez que fulano é tão simpático comigo..."
E de repente, quando menos esperamos, aí está o golpe:
"Ouve lá...é verdade...tens bilhetes para o concerto?"
"Sim."
"E como é que se pode arranjar um?"
"Ouves o programa e quando eu avisar que estou a oferecer bilhetes, telefonas."
"pois...mas sabes, é que a essa hora não me dá jeito" ou "eh pá, não são para mim" ou " e não dá para me guardares já um?"
OUVE LÁ MINHA BESTA!! Pensas o quê?
que eu sou uma couve que não tem família e amigos interessados nos bilhetes?
Se não os guardei para eles, se nem sequer guardei um para mim mesma,
POR QUE RAIO OS HAVIA DE GUARDAR PARA TI!?!?!
Tem as suas vantagens, admito: ao menos conseguimos ter a certeza que estava alguém a ouvir.
Mas os cravas...ai os cravas...uma seca, os cravas...
Os cravas são os colegas.
Começam com um sorriso simpático pela manhã...um "bom dia como estás?" aparentemente insuspeito mas que, por qualquer motivo, está fora de tom...e de repentes, pensas tu: "é a primeira vez que fulano é tão simpático comigo..."
E de repente, quando menos esperamos, aí está o golpe:
"Ouve lá...é verdade...tens bilhetes para o concerto?"
"Sim."
"E como é que se pode arranjar um?"
"Ouves o programa e quando eu avisar que estou a oferecer bilhetes, telefonas."
"pois...mas sabes, é que a essa hora não me dá jeito" ou "eh pá, não são para mim" ou " e não dá para me guardares já um?"
OUVE LÁ MINHA BESTA!! Pensas o quê?
que eu sou uma couve que não tem família e amigos interessados nos bilhetes?
Se não os guardei para eles, se nem sequer guardei um para mim mesma,
POR QUE RAIO OS HAVIA DE GUARDAR PARA TI!?!?!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Moonspell
Continuo a achar que são demasiado potentes para ouvir regularmente - para meu gosto, claro - mas esta é uma grande banda ao vivo.
Do início ao fim do concerto sente-se a entrega total dos músicos: nenhuma das canções é interpretada apenas "porque sim" mas sempre "PORQUE SIM!!!!!!!!!!"!
Por todo o lado no público se percebem as bocas que cantam 100% dos refrões e algumas que parecem saber de cor cada vírgula. Não fiquei muito surpreendida: é fácil de perceber que em S.Miguel não falta quem aprecie o heavy metal e isso notou-se na tenda bastante composta - quando já a vi muitas vezes apenas com meia casa para assistir a concertos que, em princípio, seriam mais "acessíveis".
Claro que no Domingo, ao acordar, ainda tinha um ouvido a zunir mas a culpa é minha porque me estou a deixar envelhecer.
Do início ao fim do concerto sente-se a entrega total dos músicos: nenhuma das canções é interpretada apenas "porque sim" mas sempre "PORQUE SIM!!!!!!!!!!"!
Por todo o lado no público se percebem as bocas que cantam 100% dos refrões e algumas que parecem saber de cor cada vírgula. Não fiquei muito surpreendida: é fácil de perceber que em S.Miguel não falta quem aprecie o heavy metal e isso notou-se na tenda bastante composta - quando já a vi muitas vezes apenas com meia casa para assistir a concertos que, em princípio, seriam mais "acessíveis".
Claro que no Domingo, ao acordar, ainda tinha um ouvido a zunir mas a culpa é minha porque me estou a deixar envelhecer.
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