quarta-feira, 30 de abril de 2008

- Trim trim
- Bom dia! Fala do salão, em que posso ser útil?
mhmhmhmhm.....reconheci a voz mas achei aquela simpatia muito estranha...pensei cá comigo "há 3 anos que não vou aí porque és uma antipática, não sei como a tua patroa te deu emprego!"
Mas lá fui, com marcação para as 10h e 30 minutos.
Mal cheguei, sou recebida com um grande sorriso...humummh...isto não é normal...eras uma bestinha antipática....será que a tua patroa te deu umas lições?
"É só um momento, eu volto já"..."ora bolas", pensei eu, "a última vez que vim cá deixaste-me meia hora à espera! Fui dar contigo de conversa com as colegas...reclamei e pus-me a andar...desde aí não voltei cá..."
Porém, surpresa, surpresa!, um momento depois lá estava a senhora, sempre com o seu melhor sorriso, pronta a receber-me...mmmmmmmmmm isto é muito estranho....rapidez, simpatia...

De repente, fez-se luz e percebi o que se passava...justamente quando eu começava a pensar que aquela mulher tinha sido raptada por extra-terrestres e substituída por um ser amigável, lá apareceu a explicação...é que ela já não é Olívia Empregada mas sim Olívia Patroa.

Comprou o negócio e agora a bestialidade...sai-lhe caro.

terça-feira, 29 de abril de 2008



Ando um pouco triste com a música. A nível profissional sinto-me entalada entre algumas circunstâncias.

Por um lado, vemos os "críticos" histericamente à procura de uma nova Amy Winehouse. Não percebo. Para que é que queremos uma nova A.W.? Aquela não chega? Até ver, ainda está viva, e isto significa que continua viva a nível musical. Para já, não é preciso outra.

O que ela fez foi abrir as vias para um regresso da música soul que possa atingir gerações mais novas que, habitualmente, passam ao lado do que não seja rock, hip hop, tecno, transe e (para os do meu tempo) grunge.

Mas o estilo de vida radical de Winehouse ( a começar pelo nome e a terminar no cabelo) faz Keith Richards parecer um homem apenas ligeiramente wild. E depois de se chamar as atenções para a artista, acaba por se ouvir a sua música e acaba por se gostar e acaba por se ouvir outros artistas do mesmo género...e é aí que entram as Adeles, Duffys, Macdonalds e Kates.

Não digo com isto que a música de A.W. seja pioneira. Nada disso. Nem sequer significa um regresso da soul - esse já tinha começado com Joss Stone e John Legend. Mas Winehouse tornou-a cool.


Por outro lado, temos o fenómeno Timbaland.

Achei bem enquanto ele trabalhou Nelly Furtado, Justin Timberlake, Keri Hilson, Ludacris, Jay Z. Mas quando Madonna lança um disco e eu penso: "quaquer artista poderia ter feito isto, não precisava ter sido a "Rainha da Pop"" ... "Qualquer artista" quer dizer, qualquer artista com a produção de Timbaland. O mesmo não se pode dizer de "Confessions on the Dancefloor" - mais ninguém poderia ter feito "Hung Up"... apenas Madonna.

Receio que Timbaland esteja a transformar alguns músicos em preguiçosos...desde que tenham dinheiro para lhe pagar.

domingo, 27 de abril de 2008

Isto é que é gente descomplexada

"A Mafalda Veiga está com uma voz estranha" - pensei eu - "será que isto é alguma versão acústica que eu não conheço?"
Olhei à volta.
Carros parados no semáforo.
Um citroen com uma janela aberta.
Um auto-rádio a tocar bem alto e uma condutora, sozinha, que canta mais alto ainda..."PÁSSAROS DO SUL BANDOS DE ASAS SOLTAS!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Eu, sinceramente, não vejo qual é a surpresa...

"Os mais novos, sobretudo quando interrogados sobre o que sucedeu em 25 de Abril de 1974 produzem afirmações que surpreendem pela ignorância de quem foram os principais protagonistas, pelo total alheamento relativamente ao que era viver num regime autoritário."

Cavaco Silva
(sessão comemorativa do 25 de Abril)

Quando o nosso P.d.R. vem a público demonstrar o seu choque ao perceber que os jovens de hoje vivem em "total alheamento" em relação ao 25 de Abril, eu venho ao meu blogue demonstrar o meu choque perante o "total alheamento" do nosso P.d.R. em relação à juventude deste país.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mexe os Olhos Depressa

Os REM são uma banda que eu nunca gramei.
Em 6 anos e qualquer coisa de carreira nunca pus no ar uma única canção deles. E olhem que eu ponho no ar muita coisa de que não gosto, porque não estou ali a trabalhar para mim mas para os outros - e os "outros" gostam dos discos dos REM...quer dizer, pelo menos, se os compram, eu deduzo que é porque gostam.
Não consigo! É superior às minhas força. Já cheguei a pegar num CD e pô-lo no leitor - mas não consegui passar daí. Desisti quando chegou a altura de carregar, digamos, no play (havia uma senhora na minha freguesia que ensaiava marchas e dizia "carreguem aí no plá).

Tudo isto a propósito da cançõneta mais recente que ouvi dos respectivos senhores.
O anúncio anterior de que haveria uma sonoridade mais rock fez-me pensar que talvez fosse suportável.
Doce engano. É o mesmo somzinho implicante de antes, mas com umas guitarras empurradas à força para fingir que é rock.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Revista de Imprensa (ou: quantas pessoas já te aqueceram os pés?)

Fui hoje comprar umas revistas e reparei num senhor a olhar para a capa da "Sábado" com um sorriso matreiro.
Curiosa, li a capa ali mesmo e também sorri:
"Em média, os portugueses têm relações sexuais com 7 parceiros ao longo da vida. Mas todos mentem quando lhes perguntam com quantas pessoas já dormiram: as mulheres reduzem para um terço e os homens aumentam para o dobro."

terça-feira, 22 de abril de 2008


Uma colega disse-me um dia destes que a M.M.G. é o Michael Jackson português.