quarta-feira, 21 de maio de 2008

Duas mãos...
Dois pés...
Dois rins...
Um coração...
Um pénis muito arrematado...

Ontem fui com a minha irmã fazer uma ecografia a 3 dimensões do meu próximo sobrinho...garanto-vos que é uma autêntica fotografia!

P.S. Ele é IGUAL ao irmão mais velho, que por sua vez é igual ao pai deles, que por sua vez é igual ao avô deles...
Ontem quase fui atropelada na passadeira.
Não é que eu seja daquelas loucas que se atiram para a passadeira sem olhar para a estrada...não, não é nada disso...na verdade, o carro já tinha passado...mas depois parou...e quando eu comecei a atravessar, ele recuou!
Dasssseee...assim não há condições!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Os herdeiros

Se há alguma coisa para herdar, passa sempre pelas finanças.
Nas finanças, não conseguimos fazer nada sem papeis como certidão de nascimento (uma para cada filho), certidão de óbito dos pais e certidão de casamento. Claro que para os conseguires tens que ir a outra repartição do Estado (preferencialmente localizada na outra ponta da cidade)comprar os ditos papelinhos pela módica quantia de 16 euros e 50 cêntimos. Agora multipliquem.

Quando chegas às finanças, claro que tens dois ou três sustos reservados: "a casa dos seus pais não está registada em nome de ninguém" e/ou: "este terreno não existe".

Há também que regularizar a situação dos herdeiros (mais 4 centenas de euros): quem são e haverá ou não outros? Para evitar que, após a habilitação legal dos herdeiros, apareça mais um filho perdido a dizer que afinal também tem direitos, são, em alguns casos, chamadas testemunhas para assistirem a esta "habilitação" de herdeiros.

Testemunhas? Sim, eu acho que é perfeitamente normal chamar a vizinha do lado (sim, porque alguém da família é que não pode ser!) para ir perante um notário garantir que o meu pai não tem mais nenhum filho perdido e que a minha mãe não deixou nunca um bastardo na roda de alguma igreja. Felizmente o nosso caso não foi considerado complicado, de modo que fomos dispensados das testemunhas.
Mais!! Em caso de confusão, as testemunhas são, obviamente, responsabilizadas pelas suas declarações e, ao que parece, é prática comum algumas pessoas estarem no cartório por acaso e aceitarem ser testemunha de pessoas que nem conhecem!

Há no entanto, algumas situações que, fazendo todo o sentido, não deixam de ser caricatas.
Imaginem que há um terreno.
Esse terreno deverá ser herdado por 2 de 3 irmãos.
O irmão nº3 tem que declarar "eu, fulano de tal, cedo ao meu irmão nº 1 metade da terça parte do terreno X que me cabe em herança". E depois tem que fazer um segundo papel (exactamente igual ao primeiro) mas a declarar que cede a outra metade da sua terça parte ao irmão nº 2. Agora multupliquem situações deste género por diversos bens...

No meio de tudo bato palmas à informatização dos serviços que me poupou 1 ou 2 deslocações e bato MUITAS palmas aos funcionários que, em geral, são simpáticos, pacientes e competentes e...compreensivos.

Ah...acho dispensável falar das filas...toda a gente sabe isso o que é!

Depois de ter passado três dias entalada na máquina burocrática a que chamamos Portugal compreendo que algumas pessoas, mesmo com dificuldades financeiras, prefiram pagar a um solicitador para desemaranhar tudo isto...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fast food

Nos últimos dias tenho comido quase sempre fora de casa. Afinal, estou de férias. E tenho reparado que, em muitos lugares, o ketchup continua a ser gratuito, mas a maionese passou a custar 15 cêntimos.
Alguém me sabe explicar:
a) porque é que deixou de ser à borla?
b) porque é que cobram a maionese e não o ketchup?
c) porque é que me sinto uma forreta da pior espécie quando recuso a maionese?
d) porque é que me sinto chulada quando a aceito?

segunda-feira, 5 de maio de 2008

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Juro que não fazia ideia que tinhamos uma empresa tão competente cá na zona!


- Boa tarde, eu fiz queixa há uns dias por causa de um caixote que perdi no vôo da Terceira para cá...
- Pois, mas o seu caixote não apareceu e provavalemente não será indemnizada...é que os caixotes deviam ser despachados como carga e é uma delicadeza da nossa parte deixar os nossos passageiros despachá-los como bagagem...
- Ah...e não deviam avisar os passageiros disso?
- Os passageiros é que têm que ler as letras miúdas...
- Está bem, claro...
- Mas sabe, o seu caso é uma situação pontual....Nós nunca perdemos bagagem em viagens inter-ilhas.
- Desculpe, não percebi....
- Nunca perdemos bagagem inter-ilhas.
- Nunca perdem bagagem em viagens inter-ilhas?
- Não senhora. Foi a primeira vez que aconteceu.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sair pela porta do cavalo


Conheço esta expressão há muitos anos, mas não fazia ideia de onde vinha.

Esta noite, conversando com o meu tio, ele contou-me que, em casa dos meus avós, naquele enorme hall de entrada a que se chama "saguão", as senhoras entravam...a cavalo!

Convém esclarecer que a casa dos meus avós (que hoje é o museu da Calheta de S. Jorge) foi construída em 1811. As senhoras da casa (e de visita) entravam, então, a cavalo. Desciam com o apoio de uma bancada de pedra construída para o efeito e, ao lado, havia uma porta relativamente baixa...exactamente da altura de um cavalo. As senhoras subiam a escada para a casa e o cavalo saía por essa porta: a porta do cavalo.