Em 2003 comprei Elephant dos White Stripes.
Chorei o meu dinheiro. O disco com o - até hoje espantoso - seven nation army e depois (chorei eu) ... mais nada que se aproveitasse.
A crítica considerou-o "mais zangado, paranóico e extraordinário" do que o anterior da misteriosa dupla de ex-marido&mulher/apenasAmigos/ouTalvezAtéIrmãos.
Em Abril já se garantia que era uma das coisas mais extraordinárias que se ouviria o ano todo.
E eu a abrir a boca quando os jovens paparam o Grammy de melhor música alternativa. Bem diz o ditado que "nascemos com os olhos fechados e a boca aberta, passando o resto da vida a tentar corrigir esse erro da natureza".
A Rolling Stone considera-o um dos 500 melhores discos de o sempre.
Este fds desenterrei o disco. Não sei porquê. Ou melhor, sei: desde Setembro que o único disco que tinha no carro era Confessions on the Dancefloor e precisava mesmo de mudar de ares.
Agora acho que Elephant foi das melhores compras que fiz na vida.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Publicidade
Esta manhã, na rua, entregaram-me um panfleto de publicidade de um supermercado que vende, entre outras coisas:
- codornices
- pota enteira
- delicias do mar
- codornices
- pota enteira
- delicias do mar
Já não posso ouvir:
- Brandi carlisle e a sua Story
- as coisas acerca do Cristiano Ronaldo (até já sei o nome dele, vejam lá!)
- as coisas acerca do Cristiano Ronaldo (até já sei o nome dele, vejam lá!)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Fechado?
O Nuno Barata fechou a loja.
Cortou os comentários e diz que se vai. Resta esperar que ele volte - agente já sabe que ele às vezes se zanga mas depois, quando acalma, pensa melhor.
A mim, a ideia de ele fechar de vez, mete-me confusão.
É que eu acho que, tal como o americano ou bebe "coca-cola" ou bebe "pepsi", nos Açores os vistantes dos blogues, em geral, ou são "fogotabrase" ou são ":ilhas".
Cortou os comentários e diz que se vai. Resta esperar que ele volte - agente já sabe que ele às vezes se zanga mas depois, quando acalma, pensa melhor.
A mim, a ideia de ele fechar de vez, mete-me confusão.
É que eu acho que, tal como o americano ou bebe "coca-cola" ou bebe "pepsi", nos Açores os vistantes dos blogues, em geral, ou são "fogotabrase" ou são ":ilhas".
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Mais uma paranóia...ou duas
Já disse várias vezes que sou dada a obsessões temporárias por algumas músicas - em geral, são canções de qualidade duvidosa que me sinto obrigada a ouvir várias vezes ao dia (felizmente, na minha profissão, ouvir música não se classifica como preguiça).
Agora as minha obsessões (de qualidade menos duvidosa do que o habitual) chegaram em par:
- Kaiser Chiefs - Never Miss a Beat (a dar um cherinho do que será o próximo disco Off With Their Heads)
- Jack White & Alicia Keys - Another Way to Die (para a ost de Quantum of Solace)
Agora as minha obsessões (de qualidade menos duvidosa do que o habitual) chegaram em par:
- Kaiser Chiefs - Never Miss a Beat (a dar um cherinho do que será o próximo disco Off With Their Heads)
- Jack White & Alicia Keys - Another Way to Die (para a ost de Quantum of Solace)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
A longo prazo
Enquanto almoçava uma sandes de fraqueza e um donut de chocolate, fui ouvindo as lamentações da funcionária do bar. A mulher está muitíssimo preocupada com o dia 24. É que, na opinião dela, no dia 24 o bar vai ter poucos clientes e o dia vai passar muito devagar porque haverá pouco trabalho.
A mulher divagou uns 15 minutos sobre o assunto (eu não consegui comer mais depressa do que isso).
Estávamos, claro, a falar do dia 24 - de Dezembro.
A mulher divagou uns 15 minutos sobre o assunto (eu não consegui comer mais depressa do que isso).
Estávamos, claro, a falar do dia 24 - de Dezembro.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Quanto?
Na vida, as crises fazem-nos pensar e ter grandes conversas filosóficas. Numa das minhas mais recentes, colocou-se a questão: se pudessemos medir os afectos em percentagens exactas, a que conclusões chegaríamos?
Seriam as respostas surpreendentes? As amizades mais antigas, por exemplo, seriam as correspondentes a uma maior entrega por parte de cada um? Ou, pelo contrário, chegaríamos à conclusão que aquela amiga de infância apenas nos dá 9%? E quem sabe se aquela nova colega no emprego se esforça muito mais do que alguma vez poderíamos supôr?
E, com base nesses dados, que alterações faríamos na nossa vida?
Vejamos:
a) Tu, que dás apenas 50% do que tens, fazes-me feliz.
b) Tu, que me dás 100% deixas-me insatisfeita.
Que opção deveríamos, então, tomar?
Deveríamos medir os nossos afectos pelo satisfação directa que nos dão, ou pelo esforço que implicam da parte de outro?
Seriam as respostas surpreendentes? As amizades mais antigas, por exemplo, seriam as correspondentes a uma maior entrega por parte de cada um? Ou, pelo contrário, chegaríamos à conclusão que aquela amiga de infância apenas nos dá 9%? E quem sabe se aquela nova colega no emprego se esforça muito mais do que alguma vez poderíamos supôr?
E, com base nesses dados, que alterações faríamos na nossa vida?
Vejamos:
a) Tu, que dás apenas 50% do que tens, fazes-me feliz.
b) Tu, que me dás 100% deixas-me insatisfeita.
Que opção deveríamos, então, tomar?
Deveríamos medir os nossos afectos pelo satisfação directa que nos dão, ou pelo esforço que implicam da parte de outro?
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