segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Discos que andam no carro

Em 2003 comprei Elephant dos White Stripes.
Chorei o meu dinheiro. O disco com o - até hoje espantoso - seven nation army e depois (chorei eu) ... mais nada que se aproveitasse.
A crítica considerou-o "mais zangado, paranóico e extraordinário" do que o anterior da misteriosa dupla de ex-marido&mulher/apenasAmigos/ouTalvezAtéIrmãos.
Em Abril já se garantia que era uma das coisas mais extraordinárias que se ouviria o ano todo.
E eu a abrir a boca quando os jovens paparam o Grammy de melhor música alternativa. Bem diz o ditado que "nascemos com os olhos fechados e a boca aberta, passando o resto da vida a tentar corrigir esse erro da natureza".
A Rolling Stone considera-o um dos 500 melhores discos de o sempre.

Este fds desenterrei o disco. Não sei porquê. Ou melhor, sei: desde Setembro que o único disco que tinha no carro era Confessions on the Dancefloor e precisava mesmo de mudar de ares.

Agora acho que Elephant foi das melhores compras que fiz na vida.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Publicidade

Esta manhã, na rua, entregaram-me um panfleto de publicidade de um supermercado que vende, entre outras coisas:
- codornices
- pota enteira
- delicias do mar

Já não posso ouvir:

- Brandi carlisle e a sua Story
- as coisas acerca do Cristiano Ronaldo (até já sei o nome dele, vejam lá!)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fechado?

O Nuno Barata fechou a loja.
Cortou os comentários e diz que se vai. Resta esperar que ele volte - agente já sabe que ele às vezes se zanga mas depois, quando acalma, pensa melhor.

A mim, a ideia de ele fechar de vez, mete-me confusão.
É que eu acho que, tal como o americano ou bebe "coca-cola" ou bebe "pepsi", nos Açores os vistantes dos blogues, em geral, ou são "fogotabrase" ou são ":ilhas".

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mais uma paranóia...ou duas

Já disse várias vezes que sou dada a obsessões temporárias por algumas músicas - em geral, são canções de qualidade duvidosa que me sinto obrigada a ouvir várias vezes ao dia (felizmente, na minha profissão, ouvir música não se classifica como preguiça).

Agora as minha obsessões (de qualidade menos duvidosa do que o habitual) chegaram em par:
- Kaiser Chiefs - Never Miss a Beat (a dar um cherinho do que será o próximo disco Off With Their Heads)
- Jack White & Alicia Keys - Another Way to Die (para a ost de Quantum of Solace)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A longo prazo

Enquanto almoçava uma sandes de fraqueza e um donut de chocolate, fui ouvindo as lamentações da funcionária do bar. A mulher está muitíssimo preocupada com o dia 24. É que, na opinião dela, no dia 24 o bar vai ter poucos clientes e o dia vai passar muito devagar porque haverá pouco trabalho.
A mulher divagou uns 15 minutos sobre o assunto (eu não consegui comer mais depressa do que isso).
Estávamos, claro, a falar do dia 24 - de Dezembro.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Quanto?

Na vida, as crises fazem-nos pensar e ter grandes conversas filosóficas. Numa das minhas mais recentes, colocou-se a questão: se pudessemos medir os afectos em percentagens exactas, a que conclusões chegaríamos?
Seriam as respostas surpreendentes? As amizades mais antigas, por exemplo, seriam as correspondentes a uma maior entrega por parte de cada um? Ou, pelo contrário, chegaríamos à conclusão que aquela amiga de infância apenas nos dá 9%? E quem sabe se aquela nova colega no emprego se esforça muito mais do que alguma vez poderíamos supôr?
E, com base nesses dados, que alterações faríamos na nossa vida?

Vejamos:
a) Tu, que dás apenas 50% do que tens, fazes-me feliz.
b) Tu, que me dás 100% deixas-me insatisfeita.

Que opção deveríamos, então, tomar?

Deveríamos medir os nossos afectos pelo satisfação directa que nos dão, ou pelo esforço que implicam da parte de outro?