quinta-feira, 20 de novembro de 2008

E, de repente...

...assim, de modo absolutamente inesperado, surge uma palavra de apoio imprescindível!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quando não queres...

"tu quando nã queres, tás com´agora!"
Esta é uma expressão que ouço muitas vezes na minha terra. Significa que, quando queremos embirrar com alguma coisa ou recusar um pedido, às vezes optamos por enumerar todos os incovenientes da situação, ou explicar em que medida será praticamente impossível realizar as tarefas a) b) e c).
Tudo isto, claro, em vez de, simplesmente, responder "eh pá...não!"
Ex:
"- Olha, este sábado de manhã vens-me ajudar a cortar a relva de minha casa?
- Ouve, eu até ia, mas quando acordo cedo ao fim de semana a minha mulher fica zangada...e se eu não estou quando ela se levanta, fica mais zangada ainda...e o carteiro não vem, por isso tenho que ir comprar o jornal...
- Eh pá tu quando nã queres, tás com´agora!"

Assim estamos agora em Portugal. Todos os políticos resolveram censurar as palavras de Manuela Ferreira Leite quando sugeriu 6 meses sem democracia. Não estou a insinuar que a senhora tenha dito uma grande coisa, mas daí a fingirem todos que não perceberam que era IRONIA - figura cujo significado aprendemos em tenra idade - meus amigos, não há pachorra!!! Ou isso, ou temos uma cambada de políticos burros!! Ou ignorantes!! Ou que não foram à escola em pequenos!!!
Irra!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Disney


Ao que parece, o Rato Mickey faz hoje 80 anos.

Já vi, ao longo do dia, inquéritos como "qual a sua personagem preferida destas historinhas?" e, por isso mesmo, decidi também fazer um inquéito:

- Rato Mickey ou Pato Donald: qual dos 2 tinha, na tv, a voz mais irritante?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Deve ser o "pogresso"

Foram avançando, avançando e chegaram à minha rua.
Falo das decorações de Natal.
Só me resta esperar que não tragam banda sonora.
De repente, aconteceu a Ismália algo que já não acontecia há meses: ficou bem disposta.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Ismália falava à janela com o namorado a altas horas da noite. Ela no primeiro andar e ele no quintal de trás da casa, lá iam sussurrando o que tinha ficado por dizer durante o dia.


Uma bela noite, a mãe apanhou-a - dependurada na janela, bichanando alto para que o namorado a ouvisse - não deu pelos passos maternais que lhe entraram no quarto e a seguir lhe deram uma tareia: aquele não era comportamento aceitável de moça decente.


Algumas noites depois, Ismália repetiu a dose: a altas horas, sussurrava alto ao namorado. Não pensem, porém, que não tinha aprendido a lição: mais atenta, ouviu os passos da mãe no corredor.


- Depressa!! - gritou ela ao namorado - encosta essa escada à janela!!


E assim fugiu da tareia que adivinhava. Sentou-se na motoreta do rapaz e lá foram os 2, altas horas da madrugada, acelerando na pacata terreola, gritando eles e gritando a mãe, estremunhada e já à porta de casa.


No dia seguinte, Ismália voltou. Agarrada por amigos da família que tinham organizado uma expedição de busca, regressou ao ventre materno que já tinha alinhavado um plano para acalmar o escândalo: havia que casar aquela gente.


Naquela noite Ismália não se atreveu a ir janela. Mas a irmã ouviu-a ao telefone, como sempre, susurrando alto ao namorado:


- Nunca confesses a ninguém que não aconteceu nada ontem à noite...se souberem, já não nos deixam casar!

Vezes demais, parece-me...

Quantas vezes a frase mais cruel chega de onde menos se espera?