quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ADN


Hoje dei boleia a uma conterânea que, mal fechou a porta, disse:
- Este carro cheira a terceirense.
Para quem não fala rabo-tortês, eu explico: quer dizer que cheira às latinhas ambientadoras que se vendem na base.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A tomada

Mais concretamente, a tomada da casa-de-banho - a única que, desde esta manhã, não se recusa trabalhar no meu modesto apartamento.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Caminho das Índias

E agora que a novela acabou, que hei-de fazer eu a essa hora?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obsessões

"Off with your head
dance dance dance ´til you´re dead
heads will roll
heads will roll
heads will roll on the floor"

Yeah Yeah Yeahs

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mother Foca


Hoje ando a pensar neste meninos. Quem me ouve, também (e de certeza que também se está a rir).

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Suzuki

O prazer de conduzir uma mota parece ter um bónus quando um menino bonito vem perguntar "ah e tal qual é a cilindrada...há quanto tempo a tens..."

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bons conselhos

É uma rara característica, parece-me, este meu hábito de dar ouvidos aos conselhos que me dão. Por isso mesmo, esta tarde, apesar da chuva, fui passear pela cidade. Fui arejando as ideias na calçada molhada e, quando caiu uma tromba d´água, entrei no café mais próximo e almocei. Depois de arrotar suavemente marchei até à livraria e comprei o livro mais britney spears que encontrei, ou seja, o que me pareceu mais comercial e de mais fácil leitura - até tem as letras da capa impressas a cor-de-rosa e tudo.
Quando cheguei ao caixa a consciência começou-me a pesar: se é para leres essa coisa, mais valia comprares uma Nova Gente, sempre saía mais em conta! Não sei se foi por isso que juntei um muito maneirinho Charlas da Língua Portuguesa - alguns dos deslizes mais comuns de linguagem, de Cristóvão de Aguiar.

"Sei que existem blogues bem redigidos cujos autores utilizam uma linguagem limpa de insultos gramaticais e de farpas ortográficas. Não se pode exigir, porém, que uma despretensiosa escrita, quase diária, se transmude num texto de fino recorte literário. Não é escritor quem quer. O que se pede é muito mais simples: que a nossa língua (...) não seja tão maltratada como tem sido, tanto nos meios de comunicação social, como na boca de políticos, estudantes, doutores, ministros de educação, locutores da rádio e da televisão..."