Está um carro parado fora-de-mão. Mas não está bem na estrada. Está enfiado num arbusto que cresce na berma. Primeiro pensamos (eu e a Maninha) que houve um acidente mas, no mesmo milésimo de segundo, vemos que os 3 homens estão com um ar muito bem disposto.
A única conclusão lógica parece ser esta: aqueles senhores tiveram um acidente de pouca importância: não se magoaram nem danificaram grandemente o carro, apenas o entalaram na vegetação. Ficaram dentro do carro à espera do reboque porque está frio, e estão com aquele ar satisfeito porque resolveram fumar um charro para passar o tempo.
De volta à cidade, na curva de uma rotunda, há um som de líquido a ser espalhado que me chama a atenção. E lá está: um condutor que parou o carro, abriu a porta, vomitou para o chão, fechou a porta e seguiu viagem de imediato.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
I gotta feeling

Anda muita gente meia-doida com uma das canções novas dos Black Eyed Peas. Eu percebo porquê: I gotta feeling é aquele tipo de hino à boa-disposição que nos faz prometer aos nossos botões "este fds vou fazer qualquer coisa muito fixe com os meus amigos...sair, dar uma volta e até, quem sabe - é a loucura!!! - ir à discoteca!"
Posto isto, gostaria de vos dar a minha opinião profissional (eu sei que ninguém a pediu, mas eu vou dar na mesma): I gotta feeling não é (nem de perto nem de longe) a melhor música do disco The E.N.D.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
O Facebook
Li agora no facebook que alguém considerou algo que eu disse "horrível e racista".
Senti-me insultada.
Quem me conhece sabe perfeitamente que eu nunca sou horrível on-line, só em pessoa.
(O resto não me merece resposta para além de considerar que, naquele contexto, me deviam ter acusado de outra coisa qualquer, sei lá! acho que xenófoba teria sido mais preciso, ou mesmo bairrista, mas vá lá que não se perdeu a intenção da coisa que era, evidentemente, insultar-me, ignorando ostensivamente a ironia e tom de brincadeira de todos os comentários ali feitos - não só o meu, mas de todos os comentadores. Enfim, por estas e por outras é que sou ávida defensora do bom ensino da língua portuguesa - insultemo-nos uns aos outros, mas nunca a língua de Camões!!)
Senti-me insultada.
Quem me conhece sabe perfeitamente que eu nunca sou horrível on-line, só em pessoa.
(O resto não me merece resposta para além de considerar que, naquele contexto, me deviam ter acusado de outra coisa qualquer, sei lá! acho que xenófoba teria sido mais preciso, ou mesmo bairrista, mas vá lá que não se perdeu a intenção da coisa que era, evidentemente, insultar-me, ignorando ostensivamente a ironia e tom de brincadeira de todos os comentários ali feitos - não só o meu, mas de todos os comentadores. Enfim, por estas e por outras é que sou ávida defensora do bom ensino da língua portuguesa - insultemo-nos uns aos outros, mas nunca a língua de Camões!!)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Maldades de gaja
Confesso que, embora tenha feito um enorme esforço para disfarçar, estava inchada de orgulho da minha amiga. E quando vi gente inchada de inveja dela...ui! pensei que rebentava.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Os mortos
Nunca o tinha feito, mas sabia que um dia chegaria a minha vez. Vi a minha mãe fazê-lo e, depois da sua morte, era o meu pai quem o fazia. Quando também ele se foi, o meu irmão - novo patriarca da família - assumiu de imediato a responsabilidade.
Neste último fim-de-semana, porém, já que andava por ali, resolvi agarrar-me à tarefa.
De roupa velha, escova e lixívia, balde e trapos velhos, ajoelhei-me e esfreguei. Ia conversando e ia atirando os baldes de água conforme as ordens da Maria Borba - minha vizinha de toda a vida e que sempre me fez as vezes de avó - e ao ritmo das conversas de outras mulheres que andavam ao mesmo. Algumas, amigas de minha mãe. Outras, amigas minhas, de vidas menos privilegiadas e que aprenderam bem mais cedo do que eu o que fazer no dia a que, em algumas circunstâncias, se chama de todos os santos, mas que na verdade, é o dia dos mortos - designação que traz um carinho que compreendemos melhor quantas mais pessoas queridas tivermos perdido.
Neste último fim-de-semana, porém, já que andava por ali, resolvi agarrar-me à tarefa.
De roupa velha, escova e lixívia, balde e trapos velhos, ajoelhei-me e esfreguei. Ia conversando e ia atirando os baldes de água conforme as ordens da Maria Borba - minha vizinha de toda a vida e que sempre me fez as vezes de avó - e ao ritmo das conversas de outras mulheres que andavam ao mesmo. Algumas, amigas de minha mãe. Outras, amigas minhas, de vidas menos privilegiadas e que aprenderam bem mais cedo do que eu o que fazer no dia a que, em algumas circunstâncias, se chama de todos os santos, mas que na verdade, é o dia dos mortos - designação que traz um carinho que compreendemos melhor quantas mais pessoas queridas tivermos perdido.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Voar
Depois de um atraso de 90 minutos a funcionária pegou no altifalante e berrou aos passageiros que embarcassem com toda a urgência.
A gargalhada foi geral.
Ainda por cima o avião "novo" cheira a mofo que é uma coisa doida.
A gargalhada foi geral.
Ainda por cima o avião "novo" cheira a mofo que é uma coisa doida.
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