quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pauleta, Ricardo Moura & Companhia.

E a "companhia" são outros desportistas dotados com quem tive o prazer de conversar nos últimos tempos: João Nogueira, terceirense, campeão nacional de dressage; Tiago Rodrigues, judoca jorgense; e Rui Silveira, faialense e praticante de vela - estes dois últimos já pensam, por exemplo, nos Jogos Olímpicos do Rio.

Entrevistas de cunho pessoal, em que se fala muito pouco sobre desporto. A ideia é mesmo dar a conhecer o outro lado de alguns desportistas que dão "o litro" mesmo a sério, e que nos fazem suster a respiração por meio segundo quando pensamos que são da nossa terra.

Segunda-feira na Antena 1- Açores, a partir das 18h, e como parte de uma emissão especial que, ao longo do dia, celebra os Açores.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sobre o filme Anna Karenina

Chatíssimo.

A estratégia de realização é interessante, o guarda-roupa é fabuloso e o sufoco social parece-me bem representado.
Jude Law safa-se mesmo com aquele mau aspecto e a literal paciência de corno; Matthew Macfadyen é, ao contrário da sonsa da irmã, um adúltero cheio de piada e por quem torcemos por um final feliz.
Quanto à própria Anna, é representada como uma mulherzinha extremamente irritante - para heroína, leva o prémio de não conseguir despertar simpatias nenhumas, e os pombinhos verdadeiros Anna Karenina e Conde Vronsky, quero crer que teriam, com certeza, muito mais química do que Keira Knightley e Aaron Johnson conseguiram transmitir - ali, parecem os amantes mais entediados do mundo - e é dessa química que devia viver o filme, porque daí nasceram a história, o crime e a loucura.
Dois amantes sem desejo animal e puro é coisa com que não se pode.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

How the mighty fall.

Depois de ter optado pela soneca no sábado à tarde, lá me aperaltei para um jantar apropriadamente intitulado de "Jantar da Velha Guarda" - pessoas que andaram pela Universidade dos Açores mais ou menos nas mesmas décadas e que se reuniram para isso mesmo - "comes e bebes".
Senti-me realmente a mais velha do grupo por ter tido uma má disposição - não por ter bebido demais (isso seria aceitável), mas porque o jantar me caiu mal e a digestão não colaborou.
A idade é fodida.

sábado, 11 de maio de 2013

Saturday afternoon fever.

Depois de um dia de trabalho que, a esta hora, já está a chegar ao fim, estou com o dilema do costume de cada vez que me levanto assim tão cedo: aproveito a tarde para fazer exercício ou dormir a sesta?
Decisions, decisions.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Can´t touch this.

Parecia uma criança a espreitar uma montra de doces, mas afinal era a nova senhora da limpeza das instalações da rádio a tentar perceber o que estava por detrás daquelas portas de vidro fechadas - é ali a central técnica que é, como quem diz, o cérebro da coisa.
- Será que posso entrar aqui? - perguntou-me ela
- Pode sim senhora, mas tem de ser como os terceirenses da anedota: não pode mexer nos botões.

Parece-me que ela não achou piada.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ao cuidado da minha dentista.

Desculpa lá, mas não me voltas a apanhar aí.
Esta manhã fui, como sabes, fazer uma limpeza aos dentes absolutamente rotineira. Já saí daí há 5 horas e continua-me a doer qualquer coisa que eu não sei o que é...as gengivas?
a junção entre os dentes e as gengivas?
a junção das gengivas com as raízes?

A sensação que me dá é de ter estado a fazer abdominais com os dentes - portanto, quero dizer que dói. Bastante.
Sou muitas coisas, mas de masoquista não tenho nada e tu, como se diz na minha terra, és bruta c´más casas.
Adeus e até nunca mais.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dos dias que não me dizem nada.

Não me parece que seja uma grande heresia admitir que sou muito mais devota do Espírito Santo do que do Santo Cristo. Posso não ser grande terceirense - até porque nem sequer sou de gema - mas nisso, não há dúvidas: dêem-me coroas e pombinhas - e sopas, claro, muitas sopas.
Os dias que correm, portanto, não mexem muito comigo. Quando muito, até dou um giro pelas tascas, mas os rumores sobre os preços praticados fazem com que me apeteça comprar no hiper umas morcelinhas de petisco e comê-las em frente à tv.
E o dia da mãe? bah! Como sabem, há anos que a data me fica no goto. O meu irmão telefona-me do cemitério e senta-se na campa a conversar com as duas. Vai contando que sim, que as amigas não a esqueceram e as flores continuam a aparecer renovadas de tempos a tempos.
Segunda-feira? Pois, o meu pai teria feito anos. Mas não fez. As velhas que já eram velhas quando eu tinha 9 anos, continuam a andar pela vila e a dar à língua, mas os meus velhos nem sequer chegaram a velhotes.
Um dia destes salva-se o mês com o aniversário do meu irmão - o meu outro pai. Até lá, maio só serve para ocupar calendário.